segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
UM DIA NA VIDA DE UM SEM ABRIGO
O dia do sem abrigo começa ainda de noite, pela madrugada ao amanhecer..Não conhece o futuro e não se quer lembrar do passado, mas o relógio, esse que não usa,tem-no na cabeça quase ao ritmo biológico que a vida lhe deu, devagar.
Procura talvez o primeiro momento ansiado do dia, talvez comer algo. Não tendo trocos, porque o que obtivera no dia anterior, não sobrou pois também não chegava para nada, e vai tentando cativar o transeunte na rua, na expectativa, da dita moedinha.
O transeunte acabado de acordar, vindo do quentinho e já com pequeno almoço tomado, encontra-se de mau humor, pois ainda não despertou para a realidade que se encontra á sua frente. E, como vê um suposto farrapo, supõe que o dinheiro seja para o álcool ou droga. Diz que não, ou por vezes segue sem balbuciar qualquer resposta.
Por sua vez o sem abrigo continua a sua jornada de luta, vai caminhando e levando respostas negativas e outras por vezes positivas, mas ainda não chega. Corre de contentor em contentor, de latão em latão em busca de sobras de comida ou qualquer outro género alimentício no meio do que todos nós já imaginamos.
Aos primeiros trocos e com um pão comido ou algo que se pareça, surge a tentação do álcool. Todos nós sabemos que seria mais útil, gastá-lo em mercearias para ir aconchegando o estômago, visto que a maioria nunca chega a enche-lo na totalidade. Mas, a lógica diz-nos que preferem esquecer o passado, presente ou futuro, para embarcarem por momentos em fantasia, afogando-se em álcool, criando amigos imaginários com quem conversam e desabafam, e chamamos-lhes malucos, mas não. Uns ficam de tal modo carentes, que nos agradecem com palavras sábias nunca antes ouvidas por um familiar ou outra pessoa. O que sentimos, o que pensamos?
Outros com o álcool, tem tendências agressivas fruto também de tantos pontapés que levaram e da miséria em que vivem. Outros furtam por vezes objectos, insignificantes e outros não, para depois venderem a troco de míseros trocos, mesmo assim negociados pelo comprador quase como em leilão. Ou seja, uma vida de crime, doença e desgraça. Algo que fez com que ficasse abandonado, sozinho e esquecido no mundo fora dos desígnios de Deus. E no decorrer do dia a dia lamenta-se, mas nada há a fazer.
Anoitece e o tempo está chuvoso, há que encontrar abrigo ao relento, debaixo da ponte, vão de escada, banco de jardim ou passeio. Junto leva consigo o simples cobertor achado no lixo e o cartão para servir de colchão vindo do mesmo local.
Estende-o, deita-se, acomoda-se o melhor que pode. Sabe que não tem o que fazer ou para onde ir, mas tem de dormir rápido.
Pois amanhã é outro dia!!!
Em Lisboa há 447 camas para os sem-abrigo, distribuídas por seis centros de acolhimento: Beato (271 camas), Xabregas (75) e Graça (26) resultam de parcerias que envolvem a autarquia lisboeta; o da Glória (35 camas) e Anjos (15) são da Santa Casa; e o de São Bento (55 camas) é mantido pela Associação dos Albergues Nocturnos de Lisboa. Segundo uma caracterização feita pela Câmara de Lisboa, foram identificados 1187 sem-abrigo na capital, durante o ano de 2007. Cerca de 83% destes são homens que ainda não atingiram a meia-idade. São sobretudo cidadãos portugueses, embora cerca de 12,9% sejam naturais dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e 12,1 por cento provenham de países do Leste europeu. O alcoolismo afecta praticamente metade desta população, associado, em 32% dos casos, à toxicodependência e, em 20%, a problemas mentais. A toda esta problemática social, cerca de 57% dos sem-abrigo têm rendimentos insuficientes, 34% estão ligados à prostituição, 30% declarou que não tinha quaisquer rendimentos e, por fim, 17% afirmaram estar desempregados.

OS SEM ABRIGO – Extrema pobreza ou uma realidade do mundo moderno?
O sem-abrigo é um "corpo estranho no caminho", mas tem “alma”, uma dinâmica interior, feita de recordações, sentimentos, mágoas, desejos, paixões e mesmo expectativas. Tem direitos, que esquecemos, como o de utilizar os espaços públicos, de deambular nas ruas, de se sentar nos parques, de abordar e falar aos passeantes, de se sentar num estabelecimento para tomar um café ou de gritar pedindo socorro.Ser sem abrigo, hoje, não é simplesmente não ter onde dormir. É mais do que isso, já que alguns se recusam a ser recolhidos, por não quererem cumprir regras, ou porque já estão sem discernimento para tomar decisões. Ser sem abrigo, hoje, é mais do que isso, é um fenómeno urbano, uma postura de desistência, um desafio.
Haverá, no entanto, diversas razões, certamente, múltiplas posturas, conforme a idade, a história de vida, ou as razões próximas que levaram a essa renúncia.
Alcoolismo, dependência de drogas, vício de mendicidade, confusão mental.
O perfil dos sem-abrigo é conhecido. "São homens e mulheres, quase sempre alcoólicos, normalmente sedentários." Um perfil diferente do arrumador quase sempre toxicodependente (mais de 90%), masculino, relativamente jovem (entre os 20 e os 40 anos), com grande errância, até do local onde está abrigado.
Vivem em abrigos alugados aos beirais dos edifícios públicos ou em recantos dos passeios, desprendidos de laços sócio-familiares.
Estima-se que rondem os milhares, mas o número não é constante porque varia de época para época. O HIV, as hepatites e a tuberculose são as doenças com maior incidência numa condição que não escolhe idades, profissões ou estatutos sociais.
Cativar os sem-abrigo para o programa de reinserção na sociedade, no entanto, tem sido tarefa difícil e complexa. Tal como em relação aos arrumadores, a intervenção nesta comunidade, tocada pela mais extrema pobreza e exclusão social, será de natureza psicossocial. Pretende-se criar também neles projectos de vida, simples, mínimos, com actividades laborais e ligadas aos lazer.
O perfil dos sem-abrigo está a sofrer modificações, notando-se um aumento gradual de pessoas com emprego que não têm onde morar, o que revela uma nova pobreza.
A maioria dos sem-abrigo em Portugal são homens, em idade activa, solteiros, com um baixo nível de escolaridade e vivem sobretudo do Rendimento Social de Inserção, indica um perfil traçado pelo Instituto da Segurança Social (ISS).
Mais de 90 por cento dos sem-abrigo são homens, 58 por cento têm entre 30 e 49 anos, sendo a sua fonte de rendimento os subsídios estatais (30 por cento), pensões (17 por cento) ou de arrumar carros (17 por cento).
O Instituto de Segurança Social apresentou um estudo onde se traça o perfil do sem-abrigo e onde é revelado que metade destes entende que os apoios que recebem não resolvem todos os seus problemas.
O Instituto da Segurança Social entende que o sem-abrigo português geralmente são homens em idade activa, com baixo nível de escolaridade, sem família formada e que podia ter um trabalho, mas que vive essencialmente de subsídios.
Este instituto não conhece as razões pelas quais estas pessoas vivem na rua, dado que o problema é multidimensional e complexo e pode ter origens estruturais, como o desemprego e a pobreza, e institucionais ou pessoais.
Os sem-abrigo reclamam alojamento e recursos na área da saúde e emprego e consideram que as instituições de solidariedade social não conseguem resolver todos os seus problemas
Por outro lado, estas instituições deparam-se com a dependência de álcool, drogas, doenças mentais e habitação dos sem-abrigo.
O perfil dos novos sem-abrigo: têm entre 21 e 49 anos, trabalharam sem regularidade, estão desempregados, têm baixa escolaridade e recebem Rendimento Social de Inserção. Parte são mulheres, com maior escolaridade, mas que também sobrevivem de apoios sociais. Ainda procuram ajuda na família, mas acabam na rua. Não têm voz, não votam nem sabe onde reclamar.
As mulheres sem-abrigo de Lisboa são mais jovens que os homens, estão desempregadas ou têm trabalhos em que não descontam para a Segurança Social. A pobreza coloca-as numa situação de dupla discriminação em relação à maioria das mulheres, porque na vida destas mulheres a família ou o Estado não tiveram um papel protector ou gerador de autonomia. Ela é vítima de pobreza extrema, uma espécie de fim de linha, na vida dela quase tudo falhou.
O número mais elevado de mulheres que recorre aos apoios sociais encontra-se na faixa entre os 21 e os 39 anos, em contraponto com os homens, que têm sobretudo entre 30 e 49 anos.
As mulheres sem-abrigo apresentam percentagens ligeiramente superiores em relação aos homens de integração profissional, sobretudo tarefas pontuais de limpeza, que estão contudo fora do mercado de trabalho legal, sem fazer quaisquer descontos para a Segurança Social.
Quase 40 por cento das mulheres sem-abrigo nunca fizeram descontos para a Segurança Social, enquanto que nos homens a percentagem é de 25 por cento.
Os homens dedicam-se, contudo, mais à mendicidade que as mulheres: 58 por cento dos homens contra 36 por cento das mulheres.
De acordo com o estudo, as mulheres procuram mais o apoio de amigos e de familiares e nos locais de pernoita, destaca-se que a maior percentagem de mulheres (25 por cento) encontra-se no item "outros", ou seja vivem pontual e precariamente e sem segurança num local não pré-definido na entrevista.
Casas de amigos, salas de espera de hospitais, casas de alterne, casas de avós onde vivem os filhos, são exemplos destes locais.
São em maior número os homens que dormem na rua (33 por cento) do que as mulheres (20 por cento), valores semelhantes ao número de mulheres e homens que pernoitam em albergues.
Outro traço distintivo entre homens e mulheres é a solidão e o estado civil.
Entre as mulheres, 29 por cento são casadas ou vivem em união de facto, contrastando com oito por cento dos homens.
Ao nível das relações, uma significativa maioria dos homens (84 por cento) afirma-se só, uma condição descrita por 40 por cento das mulheres.
No Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, os números da pobreza continua a marcar as estatísticas. Somos menos pobres do que nos finais dos anos 80 e conseguimos reduzir o número de sem-abrigo nas ruas das cidades, mas estes anos de crise foram implacáveis e mandaram para as ruas principalmente crianças e mulheres. Como se apoiam estas pessoas?
Quando aos locais de pernoita, 32% da população dormia na rua, seguindo-se albergues com 22% e as barracas com 6%.
O recurso económico mais frequente é a mendicidade (27%), seguindo-se os apoios / subsídios institucionais (22%), os apoios de amigos e de familiares (13%).
O Rendimento Social de Inserção abrange 10% da população sem abrigo.
A população apresenta outras características:
- 89% está desempregada
- 28% tem formação profissional
- 92% tem familiares vivos, mas apenas 37% se relaciona com eles
- 39% não tem médico de família
- 7% tem HIV
- 28% consome substância activas
- 43% tem filhos
Quanto à evolução da população Sem-Abrigo do sexo feminino, verificamos que também tem vindo a aumentar, sendo que no espaço de 7 anos, passou de 13% para 31%.
A população imigrante continua a recorrer aos equipamentos sociais. A população oriunda dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) aumentou acentuadamente em 2006 em relação a 2005. Quanto à dos países de Leste, a sua incidência tem vindo gradual e marcadamente a diminuir. Assim, em 2006 foram atendidos 104 novos casos de Imigrantes de Leste (decréscimo de 62%) e 367 dos PALOP (aumento de 47%).
Nos últimos anos têm surgido imigrantes entre os sem-abrigo, essencialmente oriundos de países da Europa de Leste, África e Brasil. A falta de emprego e de uma estrutura familiar de apoio tem levado os imigrantes para as ruas.
HINO AOS SEM ABRIGO

Não estou só. Vivo sozinho.
Como companheiro.
O cão do meu vizinho.
Descobriu em mim um novo amigo,
Que o afaga e lhe dá carinho.
Descarrego nele, toda a solidão,
Que me vai no coração.
Vivo aqui, além…
Tendo como companheiros
Ninguém …
Não.
Tenho o cão. Fiel companheiro
Que nunca me pede dinheiro.
O dia corre.
Tem luz, cor, alento, prazer.
Vem a noite.
Que dor.
O escuro frio. O desejo de morrer.
Só.
Tal como vivo.
Sem sentido.
A brisa fresca, que os ossos enregela
Leva-me para a soleira de uma porta.
A mim e ao cão.
Que não precisa de trela.
Cobrimo-nos.
O cão e eu.
Com a coberta azul do céu,
Que Deus teceu
Talvez de um só fio.
Mas,
De tão esburacada que está,
Deixa passar tanto frio!
Aqui ficamos nós.
Sós.
E de estômago vazio.
À espera de um novo dia.
Esperança.
Que o sol anima na sua dança.
Acorda-nos a música da vida, a renascer.
Um abrir de persianas.
Um aqui, outro acolá, mais além.
O andar apressado. Alguém.
Que passa.
Eu continuo deitado.
Não espero ninguém.
Da vida perdi o tino
Não me lembro do passado
Que futuro?
Sem destino.
Como companheiro.
O cão do meu vizinho.
Descobriu em mim um novo amigo,
Que o afaga e lhe dá carinho.
Descarrego nele, toda a solidão,
Que me vai no coração.
Vivo aqui, além…
Tendo como companheiros
Ninguém …
Não.
Tenho o cão. Fiel companheiro
Que nunca me pede dinheiro.
O dia corre.
Tem luz, cor, alento, prazer.
Vem a noite.
Que dor.
O escuro frio. O desejo de morrer.
Só.
Tal como vivo.
Sem sentido.
A brisa fresca, que os ossos enregela
Leva-me para a soleira de uma porta.
A mim e ao cão.
Que não precisa de trela.
Cobrimo-nos.
O cão e eu.
Com a coberta azul do céu,
Que Deus teceu
Talvez de um só fio.
Mas,
De tão esburacada que está,
Deixa passar tanto frio!
Aqui ficamos nós.
Sós.
E de estômago vazio.
À espera de um novo dia.
Esperança.
Que o sol anima na sua dança.
Acorda-nos a música da vida, a renascer.
Um abrir de persianas.
Um aqui, outro acolá, mais além.
O andar apressado. Alguém.
Que passa.
Eu continuo deitado.
Não espero ninguém.
Da vida perdi o tino
Não me lembro do passado
Que futuro?
Sem destino.
2010 - ANO EUROPEU DOS SEM-ABRIGO
O Instituto Nacional de Estatística revelou que, em 2008, 18% dos portugueses, viviam no limiar da pobreza: cerca de dois milhões de pessoas. As estatísticas dizem-nos também que há mais de 3000 sem-abrigo em Portugal, com mais de 2000 em Lisboa e Porto. Os sem-abrigo, apesar de só representarem uma ínfima parte dos pobres, são uma das realidades mais gritantes no contexto da pobreza e exclusão social no nosso país.
Já toda a gente tropeçou neles. Às vezes com nojo, quase sempre com desconforto.
Já toda a gente tropeçou neles. Às vezes com nojo, quase sempre com desconforto.
Os sem-abrigo são um retrato de uma realidade do nosso país. Um pouco por todo lado, podemos ver gente à espera dos restos dos supermercados, a dormir no chão da rua com um cobertor de papel, a pedir esmola, a procurar no lixo alguma coisa para se comer. Dos caixotes sai de tudo: pedaços de carne, frutas e legumes passados, iogurtes e outros alimentos fora de prazo, produtos que já não podem ser vendidos no dia seguinte. A luta é diária e torna-se violenta quando o alimento não chega para todos.
Nos últimos tempos tem feito muito frio em Portugal. E os sem-abrigo continuam a dormir ao relento nas ruas ou então por baixo de arcadas de edifícios públicos, como o Terreiro de Paço em Lisboa. Basta passarmos por eles para nos darmos conta do que lhes vai na alma… Como será viver nas suas condições, sobre e sob pedaços de cartão, com temperaturas tão baixas como as que têm feito?
Algumas associações de assistência a estas pessoas distribuem pela noite alimentos, e nalguns casos, dão-lhes guarida. Mas essas instituições têm um orçamento escasso e número fixo de camas. Pouco têm podido fazer. Sobre a temática dos sem-abrigo existem muitos estudos, pareceres, definições, cursos, etc., enquanto os sem abrigo continuam a dormir ao frio.
E TU, achas que os sem abrigo deveriam ter mais ajudas para poder viver com dignidade ou consideras que eles próprios é que não querem ser ajudados?
Nos últimos tempos tem feito muito frio em Portugal. E os sem-abrigo continuam a dormir ao relento nas ruas ou então por baixo de arcadas de edifícios públicos, como o Terreiro de Paço em Lisboa. Basta passarmos por eles para nos darmos conta do que lhes vai na alma… Como será viver nas suas condições, sobre e sob pedaços de cartão, com temperaturas tão baixas como as que têm feito?
Algumas associações de assistência a estas pessoas distribuem pela noite alimentos, e nalguns casos, dão-lhes guarida. Mas essas instituições têm um orçamento escasso e número fixo de camas. Pouco têm podido fazer. Sobre a temática dos sem-abrigo existem muitos estudos, pareceres, definições, cursos, etc., enquanto os sem abrigo continuam a dormir ao frio.
E TU, achas que os sem abrigo deveriam ter mais ajudas para poder viver com dignidade ou consideras que eles próprios é que não querem ser ajudados?
SONHO/DESEJO

Quero acordar,
Acordar e verificar que o meu olhar encontra o teu,
Que com o sol nasce uma oportunidade,
Como uma planta exótica,
Teimo em crer,
A rezar pelos cantos,
Como um pássaro sem canto,
A observar,
A chorar,
Sem ter um lugar,
Perdi,
Meu coração,
O sentido da razão,
A confiança,
A aliança da amizade,
O carinho com sinceridade,
Fiquei, como uma ave,
Sem vontade de voar,
À espera de um milagre,
Mais uma arvore que cai,
Como um corpo,
De anjos mortos,
A uivar,
Como um pedido de socorre que se esconde,
No escuro dos meus olhos,
Na ternura com medo ao ódio,
Queria não sentir sangrar.
Poderá um ser humano se tornar imortal?
Somente pelos pensamentos?
Pelos seus actos e desejos de viver?
Dizem que sim.
Então por que temos tanta necessidade de provar?
Que os pensamentos são eternos,
os actos são verdadeiros e os desejos intensos?
Pode uma paixão se tornar imortal?
Só pela intensidade?
Pelo seu calor e vontade de existir?
Afirmam que sim.
Então por que duvidamos desta paixão?
Quando ela é tão intensa?
Quando o seu calor aquece tanto,
e a sua vontade de existir é tão forte?
Desejava que o meu amor persistisse no tempo.
“SE AMAR FOSSE CRIME E BEIJAR FOSSE PECADO, O CÉU ESTARIA VAZIO E O INFERNO SUPERLOTADO."
Acordar e verificar que o meu olhar encontra o teu,
Que com o sol nasce uma oportunidade,
Como uma planta exótica,
Teimo em crer,
A rezar pelos cantos,
Como um pássaro sem canto,
A observar,
A chorar,
Sem ter um lugar,
Perdi,
Meu coração,
O sentido da razão,
A confiança,
A aliança da amizade,
O carinho com sinceridade,
Fiquei, como uma ave,
Sem vontade de voar,
À espera de um milagre,
Mais uma arvore que cai,
Como um corpo,
De anjos mortos,
A uivar,
Como um pedido de socorre que se esconde,
No escuro dos meus olhos,
Na ternura com medo ao ódio,
Queria não sentir sangrar.
Poderá um ser humano se tornar imortal?
Somente pelos pensamentos?
Pelos seus actos e desejos de viver?
Dizem que sim.
Então por que temos tanta necessidade de provar?
Que os pensamentos são eternos,
os actos são verdadeiros e os desejos intensos?
Pode uma paixão se tornar imortal?
Só pela intensidade?
Pelo seu calor e vontade de existir?
Afirmam que sim.
Então por que duvidamos desta paixão?
Quando ela é tão intensa?
Quando o seu calor aquece tanto,
e a sua vontade de existir é tão forte?
Desejava que o meu amor persistisse no tempo.
“SE AMAR FOSSE CRIME E BEIJAR FOSSE PECADO, O CÉU ESTARIA VAZIO E O INFERNO SUPERLOTADO."
FRASE DO DIA
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A FÁBULA DO PORCO ESPINHO
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos,assim se agasalhav am e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos,justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornaram a se afastar uns dos outros.
Voltaram a morrer congelados e precisaram fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram
MORAL DA HISTÓRIA
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades...
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos,justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornaram a se afastar uns dos outros.
Voltaram a morrer congelados e precisaram fazer uma escolha: desapareceriam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.
Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram
MORAL DA HISTÓRIA
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades...
AMOR

Quando se tem amor, tens uma alavanca que move o mundo, quando não se tem, não conseguimos nem forças para mover o primeiro passo. Amar é sinônimo de doar. Amor, essência da vida, palavra tão importante e ao mesmo tempo tão mal compreendida, e é por ser mal compreendida, que a humanidade vive cada dia mais perto do próprio colapso.
Estamos cada dia mais materialista, equivocadamente nos consideramos humanos melhor que o outro, as guerras, os conflitos mundiais, as barbáries acontecendo cada dia de forma mais intensas, e mais próximas de nós, nos encaminham inexoravelmente para este desfecho.
O que fazer para tentarmos modificar esta fatalidade eminente?
Devemos começar urgentemente, e do nosso lado. Não devemos jamais confundir o amor com posse. O sentimento de posse é que faz nascer, o sofrimento entre uma relação. Se nada esperarmos em troca, é aí que se vivencia o amor em sua plenitude.
Nunca confundir amor, com paixão repentina e passageira.
Sempre devolver com bem o mal, mesmo em face de algum sacrifício, pois o resultado disto com certeza será prazeroso.
Devemos também, muitas vezes, olharmos para outra direção, pois olhando apenas um para o outro, você não enxergará ao seu redor, o que o fará mesquinho e desatento com seu próprio irmão.
Precisamos amar ainda mais, quando menos for merecido, pois é aí que mais será necessário e autentico este amor.
O amor é sereno, e ele sempre irá nos alcançar, por mais pressa que tivermos em correr para encontrá-lo, pois poderemos estar correndo na direção errada.
Por mais importante que seja este sentimento, podes crer, ele só acontecerá uma vez de forma plena, se você acha que ele já aconteceu e lamentas por ter acabado é por que ele ainda nem começou, pois, como já discerniu bem aquele pensador, “Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou”.
Não tenhas pressa, o amor não tem tempo para acontecer, mas quando acontecer, será infinito e sendo infinito muito mais intenso será. Não existe sistema para se mediar a intensidade do amor, portanto estarás livre para exagerar a vontade. Quem não acha que o amor é um exagero, é por que não ama o suficiente, porem será preciso sempre alimenta-lo para que seja recíproco. Este sentimento se parece muito com as mais bem cuidadas das plantas, quanto mais bem se cultiva, mais se floresce.
Aquele que comete loucuras de amor, jamais merecerá um manicômio, pois estará gozando de saúde e da mais plena consciência.
No abismo de cada alma sempre vai existir um segredo valioso para ser descoberto ,quando o amor verdadeiramente acontecer.
O amor este sentimento maior, é um conhecimento que habita todos nós seres imperfeitos, cabe somente á nós discernirmos suficientemente este sentimentos para encontrarmos a pessoa certa, e chegarmos próximos á perfeição. Contrariando W. Shakespeare, quando ele diz que “Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor”, penso que se aquela conquista for feita sem luta, sem nenhuma contrariedade, este amor não será tão valioso assim.
Não te esqueças porem, que como você pode sofrer por amor, isto também pode acontecer com os outros, você é o responsável direto por quem você seduz, não o faças se não tiver certeza de assumi-lo, e se mesmo assim acabar por acontecer, assuma uma postura para curar de alguma forma aquela ferida que você mesmo abriu.
Você pode achar, que não é importante para ninguém, porém, se descobrir que é muito importante, pelo menos para aquela pessoa, preste muito atenção nela, pois poderá estar ali aquela, que passaria com você, o resto de teus dias, e você nem está se dando conta disto.
Estamos cada dia mais materialista, equivocadamente nos consideramos humanos melhor que o outro, as guerras, os conflitos mundiais, as barbáries acontecendo cada dia de forma mais intensas, e mais próximas de nós, nos encaminham inexoravelmente para este desfecho.
O que fazer para tentarmos modificar esta fatalidade eminente?
Devemos começar urgentemente, e do nosso lado. Não devemos jamais confundir o amor com posse. O sentimento de posse é que faz nascer, o sofrimento entre uma relação. Se nada esperarmos em troca, é aí que se vivencia o amor em sua plenitude.
Nunca confundir amor, com paixão repentina e passageira.
Sempre devolver com bem o mal, mesmo em face de algum sacrifício, pois o resultado disto com certeza será prazeroso.
Devemos também, muitas vezes, olharmos para outra direção, pois olhando apenas um para o outro, você não enxergará ao seu redor, o que o fará mesquinho e desatento com seu próprio irmão.
Precisamos amar ainda mais, quando menos for merecido, pois é aí que mais será necessário e autentico este amor.
O amor é sereno, e ele sempre irá nos alcançar, por mais pressa que tivermos em correr para encontrá-lo, pois poderemos estar correndo na direção errada.
Por mais importante que seja este sentimento, podes crer, ele só acontecerá uma vez de forma plena, se você acha que ele já aconteceu e lamentas por ter acabado é por que ele ainda nem começou, pois, como já discerniu bem aquele pensador, “Amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou”.
Não tenhas pressa, o amor não tem tempo para acontecer, mas quando acontecer, será infinito e sendo infinito muito mais intenso será. Não existe sistema para se mediar a intensidade do amor, portanto estarás livre para exagerar a vontade. Quem não acha que o amor é um exagero, é por que não ama o suficiente, porem será preciso sempre alimenta-lo para que seja recíproco. Este sentimento se parece muito com as mais bem cuidadas das plantas, quanto mais bem se cultiva, mais se floresce.
Aquele que comete loucuras de amor, jamais merecerá um manicômio, pois estará gozando de saúde e da mais plena consciência.
No abismo de cada alma sempre vai existir um segredo valioso para ser descoberto ,quando o amor verdadeiramente acontecer.
O amor este sentimento maior, é um conhecimento que habita todos nós seres imperfeitos, cabe somente á nós discernirmos suficientemente este sentimentos para encontrarmos a pessoa certa, e chegarmos próximos á perfeição. Contrariando W. Shakespeare, quando ele diz que “Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor”, penso que se aquela conquista for feita sem luta, sem nenhuma contrariedade, este amor não será tão valioso assim.
Não te esqueças porem, que como você pode sofrer por amor, isto também pode acontecer com os outros, você é o responsável direto por quem você seduz, não o faças se não tiver certeza de assumi-lo, e se mesmo assim acabar por acontecer, assuma uma postura para curar de alguma forma aquela ferida que você mesmo abriu.
Você pode achar, que não é importante para ninguém, porém, se descobrir que é muito importante, pelo menos para aquela pessoa, preste muito atenção nela, pois poderá estar ali aquela, que passaria com você, o resto de teus dias, e você nem está se dando conta disto.
Conhecemos muita gente em nossa passagem por esta vida, porém normalmente, apenas uma passa a viver dentro de nós e será o suficiente para toda a eternidade.
Saibas porem que reconhecer o amor não é tão fácil como pode parecer, ele pode nos confundir, pois ele não é só sutileza, serenidade e paixão. Ele também é exigente, muitas vezes implacável, pois vive em nosso meio cheio de adversidades.
Porém, com certeza, quando este sentimento é verdadeiro, o lado bom sempre irá sobrepujar com louvor, o lado desagradável e rude, mesmo porque ninguém é igual ninguém. A alma pode ser gêmea, mas o espírito é único.
IVAN TEORILANG
IVAN TEORILANG
Subscrever:
Mensagens (Atom)





